Mapeando a fé
Um panorama das principais religiões e tradições espirituais do mundo.
Religiões orientais
Hinduísmo
O hinduísmo é um conjunto de tradições religiosas originadas na Índia e baseadas nos Vedas, textos sagrados muito antigos. Por isso, o hinduísmo é extremamente diverso, com praticantes politeístas, monoteístas e até ateístas. No Brasil são apenas 60 mil fiéis, mas é a religião mais antiga e a terceira mais praticada do mundo. As crenças que distinguem os hindus são:
O Brahman, uma alma universal que está em todas as coisas.
A ideia de que todos têm almas individuais que encarnam no ciclo do samsara.
Que nossas ações nos fazem evoluir ou regredir na próxima vida pela lei do karma.
Que o prêmio por uma grande evolução é retornar ao Brahman.
Além disso, é importante viver segundo o Dharma, que é a ordem natural dos indivíduos na sociedade. E por isso devem negar materialismo e luxúria, ira, ganância, orgulho e inveja. Os deuses principais são Brahma, Vishnu, Shiva e Ganesha, e os seus sacerdotes são a classe mais alta da sociedade, os brâmanes.
A região onde o hinduísmo é mais praticado é o Sul da Ásia (Nepal, Bangladesh, Sri Lanka), com foco central na Índia.
Budismo
Religião criada por um príncipe da Índia que ficou trancado no palácio, protegido de todos os sofrimentos humanos até os 29 anos. Quando ele sai pela primeira vez, ele fica chocado ao perceber o sofrimento da vida humana e resolve não voltar. Depois de uma jornada espiritual, ele finalmente se torna iluminado, alcança o Nirvana, quando percebe as quatro nobres verdades:
Que a vida é sofrimento.
Que o sofrimento existe por causa de desejo.
Que existe um fim para o sofrimento.
Que ele se encerra seguindo o nobre caminho óctuplo, o método para se afastar do desejo.
Assim como os hindus, os budistas acreditam em uma versão de karma e samsara, o ciclo de morte e renascimento. E alcançar o Nirvana é a forma de escapá-lo, assim encerrando com todo seu sofrimento.
O budismo é mais praticado na Ásia, com concentrações especialmente altas no Sudeste Asiático e no Leste Asiático (China, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Tailandia, Myanmar, Cambodia, Laos, Sri Lanka).
Confucionismo
Não é exatamente uma religião, é mais um conjunto de regras sobre o que é certo e errado, considerado uma filosofia e sistema ético, que influencia a cultura, a política, a educação e os costumes dessas sociedades, criado por Confúcio século V a.C., na China. O principal objetivo é manter a sociedade em ordem e por isso existem as cinco relações hierárquicas:
Governante e súdito.
Pai e filho.
Irmão mais velho e irmão mais novo.
Marido e esposa.
Amigo e amigo.
A pessoa abaixo deve sempre respeitar e seguir as ordens da pessoa de cima, enquanto a de cima deve cuidar da melhor forma da pessoa de baixo.
Os princípios mais importantes são o REN, humanidade e I, justiça. E se todos agirem como manda a sua posição na hierarquia e seguirem esses princípios, a sociedade vai ser próspera e estável.
A região onde o hinduísmo é mais influente no Leste Asiático (China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão e Taiwan).
Taoísmo
É uma das maiores tradições religiosas da China, junto com o confucionismo e o budismo. A crença é focada no Tao, chinês para o caminho, a força que ordena todo o universo e que é a fonte de todas as coisas. É dessa tradição que vem o símbolo do yin yang e o conceito de qi.
O yin yang representa a dualidade da vida e da morte e como tudo no mundo está sempre evoluindo de um para o outro. Xi é a energia ou sopro vital de todas as coisas vivas. Os textos mais famosos são Tao Te Ching e Zhuanji, mas existem muitos outros que também são sagrados.
Xintoísmo
É a religião nativa do Japão, com seus textos mais antigos datando de 800 d.C. A palavra Shinto significa o caminho dos kami, que são basicamente espíritos do mundo natural. Tudo, desde rios, montanhas, até doenças e cabelo, tem um kami específico, que são expressões de musubi, a energia criativa do universo que une todas as coisas.
Existem muitos rituais, sendo mais importante o harai, que remove a poluição espiritual das pessoas. As rezas são feitas em santuários, onde os kami habitam. Em geral, eles são separados do resto do mundo não sagrado pelos famosos portões tori. Mas, na prática, hoje em dia a maioria dos japoneses não pratica só o shintoísmo, mas uma mistura com o budismo.
Religiões Abraâmicas
Judaísmo
É uma religião monoteísta que acredita na existência de um Deus supremo e todo-poderoso. Judeus acreditam que Deus criou todo o mundo em seis dias e descansou no sétimo, e sua criação mais importante é o homem, feito à sua imagem e semelhança. Originalmente, o homem habitava no paraíso, mas após desobedecer Deus, ele foi expulso e a história na Terra começa.
Depois das histórias épicas dos primeiros homens, Deus fez um pacto com Abraão (patriarca do povo judeu), que seus descendentes iam formar um povo e viver numa terra prometida. O símbolo desse pacto é a circuncisão.
Eventualmente, eles vão parar no Egito, onde são escravizados, mas depois são libertos por Deus através de Moisés. Nessa fuga foi revelada a lei divina, o Torah, onde se descreve a forma como os homens devem viver suas vidas e organizar a sociedade para estar na graça de Deus.
Ao chegar na terra prometida, os israelitas passam por altos e baixos, enquanto diversos profetas anunciam a vinda de um Messias. Durante o Império Romano, são exilados uma última vez de Israel, têm seu templo sagrado destruído e se espalham pelo mundo.
Eles conseguiram manter a fé hoje, preservando a cultura, os costumes, os laços familiares e o estudo das escrituras nas sinagogas. Um dos principais é o Shabat, dia semanal de descanso e oração celebrado do pôr do sol de sexta-feira ao sábado, dedicado à família e à espiritualidade. O calendário judaico também possui festas importantes:
Rosh Hashaná (Ano Novo judaico)
Yom Kippur (Dia do Perdão)
Pessach, que relembra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito
Hanukkah (Festa das Luzes), que comemora o milagre do azeite no Templo de Jerusalém.
Além disso, há práticas religiosas como seguir as leis alimentares kosher, realizar a circuncisão nos meninos e celebrar o Bar ou Bat Mitzvá, cerimônia que marca a maioridade religiosa.
Cristianismo
Lembra dos profetas judeus que avisaram sobre a vinda do Messias? Pois é. Os cristãos acreditam em muito do judaísmo, mas com uma diferença central, que o Messias já veio, já foi e que ele ainda vai voltar mais uma vez.
Para eles, Jesus Cristo é Deus e foi o Messias. Ele morreu pelos pecados da humanidade, ressuscitou, subiu aos céus e vai voltar de novo para separar quem amou a Deus daqueles que não amaram.
Pela Bíblia e pela tradição cristã, Deus se fez homem em Jesus no ano zero cristão, em Israel. Depois disso sabemos pouco, mas Jesus começou a ensinar aos 30 anos e com 33 já tinha sido condenado à cruz pelos homens. Jesus apareceu de novo para os seus discípulos para mostrar não só a realização das antigas profecias, mas para formar uma nova aliança entre Deus e todos os homens, não só os judeus.
Por isso, na fé cristã, Jesus foi o sacrifício perfeito para purificar os pecados do mundo e para marcar uma nova era. Depois que Jesus retornou aos céus, seus apóstolos e seguidores foram ordenados a espalhar a fé por todo o mundo, pregando seus ensinamentos, como a regra de ouro e as outras parábolas. Assim nascem algumas diferentes formas de seguir Jesus.
Catolicismo:
Literalmente uma das maiores organizações do mundo, com quase 1,4 bilhões de fiéis espalhados em todos os países. A Igreja Católica foi fundada pelo apóstolo Pedro, em Roma, o primeiro papa, e segue até hoje numa sequência perfeita.
A igreja é rigidamente estruturada, com a hierarquia dos padres, bispos, arcebispos e o papa, e tem normas bem claras para quase todas as situações possíveis.
Na tradição católica, a Igreja é vista como a representação do Reino de Deus na Terra, e sua doutrina se desenvolveu ao longo da história buscando conciliar fé e razão. A partir da Idade Média, teólogos como Tomás de Aquino defenderam que a razão humana poderia ajudar a compreender melhor as verdades da fé, utilizando a filosofia (especialmente a de Aristóteles) para explicar conceitos teológicos. Assim, a Igreja passou a valorizar o pensamento lógico e o estudo, sem negar os mistérios, milagres e a dimensão espiritual da religião.
Além disso, o catolicismo possui diversos costumes e práticas, como a participação na missa, o uso do rosário, peregrinações, procissões e a devoção aos santos, que são considerados exemplos de vida cristã e intercessores junto a Deus. Outro elemento central são os sete sacramentos, rituais que marcam momentos importantes da vida religiosa: Batismo, Eucaristia, Crisma, Confissão (Penitência), Matrimônio, Ordem e Unção dos Enfermos. Esses sacramentos são vistos como sinais da graça de Deus e orientam a vida espiritual dos fiéis.
Ortodoxia:
Parente muito próxima da Igreja Católica, eles já foram a mesma coisa, mas brigaram por uma diferença teológica em 1054. Os principais bispos do Oriente, os patriarcas, não aceitaram a decisão do papa de afirmar que o Espírito Santo provém não só do pai, mas também do filho.
A igreja dos ortodoxos é muito parecida nos sacramentos e na necessidade de ir à igreja. A igreja dos ortodoxos é muito parecida nos sacramentos e na necessidade de hierarquia, só que a autoridade do patriarca é regional e não global. Por exemplo, a Rússia tem um patriarca, a Grécia também, o Levante outro e por aí vai.
Teologicamente, os ortodoxos valorizam uma experiência mais direta com o pai, abrindo mão de racionalizações e buscando uma conexão mais mística com ele, especialmente através da repetição da oração de Jesus e de práticas de asceticismo. Além disso, na igreja ortodoxa, os padres podem se casar, têm grandes barbas e não se reza com estátuas, mas com ícones.
Protestantismo:
Surgiu no século XVI a partir da Reforma Protestante, movimento iniciado por Martinho Lutero que criticava práticas e autoridades da Igreja Católica da época. Diferente do catolicismo, o protestantismo não possui uma única autoridade central, como o papa, sendo formado por diversas igrejas e denominações independentes.
Uma das principais ideias protestantes é que a Bíblia é a única autoridade religiosa, princípio conhecido como Sola Scriptura. Também defendem que a salvação vem pela fé, e não por obras ou pela mediação institucional da Igreja. Por isso, a relação com Deus tende a ser mais direta, com menos intermediações e rituais.
Em relação aos costumes, as igrejas protestantes valorizam muito a leitura da Bíblia, a oração individual e os cultos comunitários, que geralmente incluem pregação, música e momentos de louvor. Diferentemente do catolicismo, não há devoção aos santos nem uso de imagens religiosas, pois acredita-se que a adoração deve ser dirigida apenas a Deus.
Outra diferença importante é que, em muitas tradições protestantes, apenas dois sacramentos são reconhecidos: o Batismo e a Santa Ceia, considerados práticas instituídas por Jesus.
- Luteranismo
Em 1517, o monge alemão chamado Lutero se revoltou, pois achava que a igreja católica e o papa tinham se corrompido por poder e dinheiro, abandonando o espírito do cristianismo. Ele pregou suas 95 teses, criticando a igreja principalmente pela venda de indulgências, foi excomungado e acabou começando um movimento de separação da igreja católica.
A reforma protestante, que acredita numa versão um pouco diferente do cristianismo. Eles não acreditam na santidade do papa e da igreja católica, mas que qualquer grupo de pessoas pode formar uma igreja. Acreditam que você alcança a salvação só pela fé, não por boas ações, e que a bíblia tem muito mais autoridade sobre Deus do que as regras e tradições de qualquer igreja.
A região onde o hinduísmo é mais praticado é o Sul da Ásia (), com foco central na Índia.
- Calvinismo
O Lutero não foi a única pessoa que resolveu sair da igreja católica e criar uma versão diferente do cristianismo. Inspirados por ele, o francês Calvino e o sueco Zwingli, criaram uma teologia ainda mais diferente.
Os calvinistas acreditam que como Deus é todo-poderoso, ele já escolheu um grupo de pessoas que vão ser salvas, os eleitos, e fez uma aliança com eles. Além disso, eles acreditam numa vida e num culto regrado e simples, com igrejas menos decoradas que as católicas e luteranas.
A região onde o hinduísmo é mais praticado é o Sul da Ásia (), com foco central na Índia.
- Batista
São um grupo de protestantes rígidos que surgiu no século XVII, que acreditam na quebra radical com tradições de fora da bíblia, como igrejas com hierarquia, para focar 100% nas escrituras.
Eles acreditam que o crente tem que nascer de novo como cristão e por isso só batizam adultos, que já têm capacidade de entender o que significa seguir Jesus.
Os batistas veem o mundo como cheio de pecado e buscam se afastar deles em práticas do dia a dia, evitando coisas como beber álcool e ouvir músicas explícitas.
- Pentecostais
São a denominação protestante mais moderna, com suas origens no começo do século XX nos Estados Unidos. Hoje em dia, existem muitos grupos pentecostais diferentes, cada um com a sua crença, mas com as seguintes semelhanças:
Assim como os batistas, eles dão ênfase no renascimento espiritual, só que acreditam na experiência individual e direta de Deus através do batismo no Espírito Santo, que dá dons aos fiéis, como falar em línguas.
Além disso, louvam a Deus em cultos carismáticos, intensos e dramáticos.
- Presbiterianismo
A Igreja Presbiteriana tem origem nas ideias calvinistas. Seu nome vem da forma de organização da igreja, que é governada por presbíteros (anciãos eleitos pela comunidade) em vez de uma hierarquia centralizada.
A teologia presbiteriana enfatiza a soberania de Deus, a autoridade da Bíblia e a ideia de que a salvação ocorre pela graça divina. Nos cultos, há grande valorização da pregação bíblica, da oração e do estudo das Escrituras, geralmente em celebrações mais simples, sem imagens ou devoção a santos.
- Metodismo
O metodismo surgiu no século XVIII a partir do movimento liderado por John Wesley dentro da Igreja Anglicana. O nome “metodista” surgiu porque seus seguidores buscavam viver a fé cristã de forma disciplinada e organizada, com métodos de oração, estudo bíblico e prática religiosa.
A tradição metodista valoriza a experiência pessoal com Deus, a prática da fé no cotidiano e o compromisso com ações sociais, como ajuda aos pobres e educação. Seus cultos costumam incluir pregações, cânticos e momentos de oração, e a igreja também reconhece principalmente dois sacramentos: o Batismo e a Santa Ceia.
Islamismo
O Islã é a crença na revelação do profeta Mohamed sobre o Deus único, cuja palavra em árabe é Allah. Mohamed nasceu em Meca no ano de 571 e foi ele que acabou com o politeísmo na Arábia e uniu suas tribos.
Seus seguidores acreditam que aos 40 anos ele recebeu uma visita do anjo Gabriel, que fez dele o único mensageiro de Deus, concluindo a tradição que começou em Abraão e que até então estava em Jesus. Depois ele foi para Medina, onde se tornou um rei, e aí o islamismo virou um movimento político também. Por isso o livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão, tem normas sobre a fé e sobre como governar conforme a vontade de Deus.
Muçulmanos acreditam em um Deus uno, que nunca virou homem, que não pode ser representado e que exige submissão total. No dia do juízo final eles vão ser julgados segundo a sua obediência. É fundamental negar outros deuses, rezar cinco vezes ao dia em prostração, fazer caridade, não tolerar a usura, fazer jejum durante o ramadã e, se possível, fazer pelo menos uma peregrinação até Meca na vida.
Logo após a morte de Maomé, os islâmicos conquistaram boa parte do velho mundo, se concentrando em Oriente Médio, Norte da África e partes da Ásia (Arábia Saudita, Irã, Iraque, Turquia, Síria, Jordânia, Egito, Marrocos, Argélia, Tunísia, Paquistão, Afeganistão, Bangladesh, Indonésia e Malásia), mas eles também têm suas divisões entre si.
Sunitas:
Maior grupo muçulmano, eles são 83% da religião e surgem logo após a morte do profeta. Os sunitas optaram por apoiar a associação de Abu Bakr, um amigo e conselheiro de Mohamed. Nessa corrente, além de consultarem o Alcorão, também se consulta a Suna, um registro dos costumes de Mohamed e a opinião dos grandes imãs, sábios e estudiosos da fé.
Xiitas:
Não, eles não são mais radicais. Chitas são mais ou menos 16% dos islâmicos. Diferente dos sunitas, eles escolheram apoiar a sucessão de Ali, primo e genro de Mohamed. Para os chitas, você só pode virar um imã se for descendente do profeta. E por ser descendente, você é infalível.
Ibades:
São uma minoria religiosa perseguida no mundo islâmico, que representa só 1% da fé. Na primeira grande guerra civil islâmica entre sunitas e chitas, eles se recusaram a lutar e se separaram do resto. Hoje só são maioria no Omã.
Religiões modernas ou regionais
Espiritismo
O espiritismo é a fé revelada por Allan Kardec quando ele publicou o livro dos espíritos. Na Europa daquela época, aconteciam manifestações espirituais por todos os lados: mesas que geravam sozinhas, tabuleiros para falar com os mortos e médiuns.
Espíritas acreditam que Allan Kardec conseguiu unir a religião cristã e a ciência para explicar os fenômenos espirituais do seu tempo. O Brasil é o país com mais espíritas no mundo, e o grande responsável por isso é Chico Xavier.
Existe um debate sobre se a fé espírita é cristã ou não, que eles não acreditam que Deus é uma trindade, nem que Jesus é Deus, mas o homem mais evoluído de todos os tempos.
O que diferencia os espíritas é a crença em reencarnação, evolução espiritual, vida após vida e a capacidade de se comunicar com os espíritos desencarnados.
Religiões afro-brasileiras
Esse é um termo que engloba várias práticas sociais, culturais e espirituais herdadas dos escravos africanos que vieram para o Brasil. Mas, via de regra, elas estão ligadas de alguma forma ao culto a um panteão de deuses africanos que protegem e exigem compromisso dos seus filhos através de oferendas e atos de serviço.
Duas culturas africanas mais influenciaram o Brasil: os bantos de Angola e do Congo e os Yorubás da Nigéria. Mas, desde que essas práticas chegaram aqui, elas se misturaram com religiões europeias, como o catolicismo e o espiritismo. O grau dessa mistura varia de corrente para corrente.
Alguns lugares associam os orixás, os deuses africanos, aos santos católicos, como Santa Bárbara, São Jorge e Santo Antônio. E outros já tratam direto com os orixás, como Ogun, Oxóssi e Iemanjá.
São várias as religiões afro-brasileiras: o Candomblé, a Quimbanda, a Umbanda e várias outras. Mas, na prática, todas acreditam em um panteão de deuses.


